
Estamos nelas o tempo inteiro. Ao menos, aqueles que dizem que precisam. Ou mesmo os que não precisam, mas também dizem isso. Os pequenos, os grandes. Os que têm maturidade; os que não a possuem, mas buscam. E ainda estão nas telas os que vivem destituídos da mínima maturidade. Criadas pela integrar, facilitar e conectar, agora tentam moldar, influenciar e direcionar. Não exatamente elas, as telas. Mas o que elas mostram. É verdade que mostram há muito tempo muita coisa. Mas nos últimos tempos adquiriram uma força magnética. Quase impossível de ser impedida.
Vidrados no mundo criado por nós mesmos para entretenimento, prazer ou descontração, passamos os segundos, minutos e horas imersos no mundo das telas. Ali crianças e adolescentes investem muito tempo. Choram, alegram-se, temem e idealizam fantasias. Que acreditam ser as únicas realidades. Os jovens e adultos também, de forma geral, acreditam que sem elas não mais conseguirão crescer, se desenvolver e viver. Mas, no passado distante, muitos viviam sem elas. No passado…
Os rumos do mundo são ditados, em parte, por aquilo que passa diante nas telas. Diante dos olhos atentos. Das mentas concentradas ou distraídas. Ali as pessoas teoricamente se informam, muitas vezes se deformam e se conformam. Uns adoecem, outros lucram. Uns perdem tudo, outros ganham muito. E as telas se tornam protagonistas de tudo isso em uma realidade onde o ser humano pode ser levado a deixar um pouco de ser humano.
E até esquecer de Deus. De Quem é maior! Do superior.
As telas envolvem, comovem, removem e dissolvem. As pessoas reagem às telas, mas nem sempre essa reação é tão forte como poderia ou deveria. Imersos em um suposto vício, acostumam-se a se enxergar como seres diante das telas. Das pequenas, das grandonas. Das simples ou sofisticadas. Não importa. As telas teleguiam os seres para lugares aonde talvez eles não queiram ir ou estar.
Mas andam, encaminham-se, ou despencam em direção a algo desconhecido.
Sim, a vida não se vive mais sem as telas. Para o bem e para o mal.